De vez em quando às quartas-feiras vou ao supermercado logo cedo, quase sempre tenho boas surpresas, talvez porque deseje isso.
Uma delas foi uma professora de dança, há quase dez anos não nos encontrávamos. Um abraço prolongado, uma conversa rápida e marcamos para nos vermos em uma outra ocasião.
Outra figura, uma "pessoa" de cabelos emaranhados, despenteados, meio parecidos com algodão doce, olhos verdes (sempre enxerguei azuis), meio avermelhados, talvez por conta das noites em claro, ou sei lá, mais uma surpresa agradabilíssima. Falamos muito em pouco tempo, enquanto selecionava as verduras e frutas, tanta informação, tanto projeto, tanta coisa, ops.
Calma, minha capacidade de absorção é limitada, mas filtra conversas inteligentes. Enfim, essa figura da mesma maneira que ressurge, também desaparece. Enigmática, misteriosa, mas deixa rastros, contatos, amplia o círculo, articula, conecta. Conectado, plugado.
Outra pessoa, que me surpreendeu na quarta foi alguém que tinha visto na terça-feira à tarde, algo forte, senti uma emoção tão grande ao vê-la, incrível como desejei encontrar alguém nessa manhã e que conforto, alívio. Prosseguimos nossas comprinhas e ainda facilitou minha vida com uns toques a respeito de economias domésticas.
O mais interessante é que os reencontros acontecem , mesmo que esporadicamente e...
Enfim logo de manhã, Bom dia!!! Logo de manhã Bom dia!!! e Blá, blá, blá. Coisas das quartas matinais, extras, especiais.




