quinta-feira, 3 de maio de 2018

HOJE





                                                   

                 HOJE





Hoje inicio de um novo dia resolvi não desejar,
Hoje diferente de ontem , resolvi ter atitudes.
Hoje acordei, orei, meditei, caminhei, exercitei mente , corpo e alma.
Hoje não precisei esperar, nem duvidar.

Hoje diferente de ontem, pensei bem.
Hoje diferente de ontem perdoei.
Hoje diferente de ontem resolvi sair, encontrar
Hoje diferente de ontem resolvi amar.

Hoje diferente de ontem , não vou me pre ocupar
Hoje já me ocupei, realizei, pouco falei.
Talvez  seja esse um grande mistério.
O Hoje está aqui, o amanhã, o que será?
















ABRIL DESPEDAÇADO



Esse é o título de um filme maravilhoso, cujo ator protagonista é Rodrigo Santoro.
Faz alguns alguns anos que assisti , sem palavras , somente olhares e  expressões tão marcantes do personagem que dispensava qualquer som. Essas expressões ficaram impregnadas in my mind.

Abril passado, também marcado por tantos fatos e olhares importantes que não posso me abster em silêncio. Embora esse silêncio grite mediante há tanta indignação referente ao momento atual .

Através do meu olhar meio astigmático, há um embaçamento de coisas e fatos que causam um aperto no coração e as vezes nem sei como encarar isso.
Guerras , mortes, assassinatos, destruição, prisões, campeonatos fraudados, enfim tantas coisas. Desesperança. O antídoto não pode depender de fatos, coisas , pessoas.

Então, desvio meu olhar para coisas pequenas e rotineiras como os sons alegres vindo do quarto ao lado, onde dorme minha filha e seu bebê de um ano e dois meses. O pulo da poltrona do Miró o cachorrinho,  para compartilhar dos gracejos, mesmo não sendo mais o centro das atenções. O retorno temporário do filho "pródigo" a casa do pai ...  kkkkkkk

Ouço o barulho da água que escorre da torneira para preparar o café que exalará seu cheiro , perfumando todo o ambiente da casa nessas manhãs ensolaradas desse abril despedaçado.
Um a um vão se levantando e disputando lugar na mesa para primeira refeição. Ora bagunçada , ora silenciosa, agradecidos por mais uma oportunidade de compartilharmos o pão nosso de cada dia.





ENCONTRO MARCADO



Mais um encontro marcado, coincidentemente no sábado. Onde? Perguntem pra Lili. Dessa vez mais duas agregadas Noemia (irma Carminha, que é irma ex-professor Beto, inglês) e Bete  que incrivelmente não nos víamos há quarenta anos Uau ...  Confesso fiquei balançada e deduzo que os desertos que atravessamos não pareceram tão longos. Quando recordamos certos momentos e situações, a impressão era de um ontem recente, coisa maluca.
Não sei muito bem o que rolou, foram duas horas que se passaram como um copo de água bem gelada seguida de um bom frisante tragado aos poucos, entre uma prosa e outra. Um assunto ali, outro logo ali, afinal o espaço ficou um pouco ajustado, porém nada desconfortável, cadeiras, puffs, almofadas no chão e a gente ia se aninhando.
Vez ou outra os papos cruzavam nada de anormal. Se tinha alguém triste, angustiado com algum problemas, ficou oculto, não sei , não sabemos, porque ali a gente deixa tudo lá fora. Dessa vez não falamos nem de política e olha que o momento é prá ficar na história. Alienados? Não! Mas ajustados pra verdadeiramente não falarmos nada com nada e tudo com conteúdo.
 Uma pausa necessária.
Finalmente, momentos de maior descontração. Maiores atrás, melhores na frente, brincadeirinha. Ajusta a câmera, posicionamentos e clic. Volta tudo; sem flash não dá. Ah detalhes, amigos ocultos, foto de costas. Como assim? Nome de um dos livros mais recentes de PAULINHO, sim o Neto. Enfim , vamos pras fotos, legal, bem legal e logo em seguida tchaus, despedidas e todos um a um vão se indo. Até o próximo!