quarta-feira, 25 de março de 2015

No listen, no speak!









NO listen, NO speak !



     Eram aproximadamente 5h50, uma quarta feira de março, quando retornava do Rio de Janeiro e desci rodoviária Tietê  em São Paulo. Observei uma jovem senhora que também acabava de chegar, carregava uma sacola preta enorme com dizeres em francês e uma bolsa a tira colo cinza. Postura elegante, porém um ar aflito, desorientado. Caminhava de um lado para outro no piso superior  perto dos orelhões, aliás, vez em quando fazia algumas ligações, e outras vezes lia mensagens no celular.

     Olhava para as pessoas como se estivesse procurando algo ou alguém , de repente abordou uma jovem de mais ou menos vinte anos. Falou , falou, e a mesma gesticulou que não ouvia , nem falava. Então a jovem senhora riu-se e timidamente chamou-a para um canto em uma mesa no subway e lhe escreveu algo , fazendo-se entender. A jovem sacou dez reais da bolsa e a senhora deu-lhe uma caixa de finos bombons importados.

Desfecho: Rolou uma transação rápida. Ambas seguiram aparentemente satisfeitas, uma para a bilheteria, rumo a seu destino. A outra , surda, muda, como se antecipadamente saboreasse os finos chocolates, caminhou suavemente, parecia ouvir as mais belas sinfonias de Beethoven. Iniciou-se assim um lindo e alegre dia, para ambas. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sexta-13

   

                                                     SEXTA-13







 

   "Que os montes tragam prosperidade ao povo, e as colinas, o fruto da justiça".
   
     Sl.72- vers.3

segunda-feira, 9 de março de 2015

Berlim , rebentos






Por onde andas filha minha,
Por onde andas filho meu ?
Quem sabe pensando o quê, em quem ...
Talvez em mim, 
por essas ruas de Berlim.  




domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher





Não só flores, há os espinhos







Nem tudo é rosa, nem sei de onde vem isso , desde pequena a menina recebe ops. as que tem ou tiveram condições ou a sorte de ter um berço ou um quarto cor de rosa. Muitos ainda relacionam essa cor com feminilidade, suavidade, fragilidade. Enfim, são Evas, Marias, Maras, Joanas, e mais uma infinidade de nomes. Santas, bruxas, doces, amargas, dependentes, independentes.

Não só as rosas tem espinhos, outras flores também nascem entre espinheiros ou são flores do próprio espinheiro. Me refiro as mulheres que amam , embelezam , brilham, colorem, encarceradas, livres, mães, filhas, avós, não tão lindas e perfumosas, formosas como as rosas, mas não deixam de ser, flores, FLORES DE ESPINHEIROS.