Não houve nenhuma manifestação, nenhum barulho, nenhuma repressão. Apenas o silêncio visível, dos seguintes dizeres nas placas: "Valor da obra 110 mil reais, gastos em bancos, grades/ pintura. Skate, direito do cidadão. Dever do Estado. O sonho de construir uma pista de skate, foi uma furada. Assim como a obra foi superfaturada".
Passaram-se alguns dias e a chuva forte de verão, apagou as palavras escritas, ficou só o rastro da tinta. Mais alguns dias e lá estavam elas as placas sobrepostas, não resistiram ao vento nem ao sol entornaram, entortaram.
Um mês depois estavam jogadas no chão, restos, entulho, lixo tal vez nem reciclável. Assim como o sonho frustrado dos skatistas ignorados ao invés da pista, mato crescente, falta de manutenção, ferros novos, muito cimento, tudo anti-ecológico, desordem, contrastes. Cheiro de politicagem, o mato cresceu tanto que atrapalha até nossa passagem. Afinal de quem é essa praça?
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Embrulho não é tudo, vale mais o conteúdo.
Vinte de janeiro, véspera de aniversário de 10 anos do Vitor. O interfone tocou e do outro lado uma voz anunciava a chegada de um " embrulho". Apressei-me em tomar o elevador e buscar o " tal" embrulho. O porteiro disse que era pro Vitor e que veio de navio, aliás chegou pela manhã, da Alemanha.
Sinceramente, tive uma má impressão, ao ver aquele pacote todo amassado, meio rasgado. Enfim, não era pra mim, guardei em algum lugar para no dia seguinte fazer surpresa ao aniversariante. Logo as 7h, lá estava ele, meio cabisbaixo procurando algo, tal vez uma parabéns, um abraço, logo dei-lhe o "embrulho".
Olhou, olhou e como toda a criança, não se importou muito com a embalagem, logo abriu.
Para sua surpresa era o presente há muito desejado. Alegria total, pulos, êxtase, a chuteira tão sonhada. Com certeza atravessou mares, foi de um lado para outro porém chegou no dia certo. Aí ele disse: foi o melhor presente desde que eu me sinto gente, e a cor é reluzente! Show de bola! ou melhor; show de chuteira!
Assinar:
Comentários (Atom)