quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

De quem é a praça?

Não houve nenhuma manifestação, nenhum barulho, nenhuma repressão. Apenas o silêncio visível, dos seguintes dizeres nas placas: "Valor da obra 110 mil reais, gastos em bancos, grades/ pintura. Skate, direito do cidadão. Dever do Estado. O sonho de construir uma pista de skate, foi uma furada. Assim como a obra foi superfaturada".
Passaram-se alguns dias e a chuva forte de verão, apagou as palavras escritas, ficou só o rastro da tinta. Mais alguns dias e lá estavam elas as placas sobrepostas, não resistiram ao vento nem ao sol entornaram, entortaram. 
Um mês depois estavam jogadas no chão, restos, entulho, lixo tal vez nem reciclável. Assim como o sonho frustrado dos skatistas ignorados ao invés da pista, mato crescente, falta de manutenção, ferros novos, muito cimento, tudo anti-ecológico, desordem, contrastes. Cheiro de politicagem, o mato cresceu tanto que atrapalha até nossa passagem. Afinal de quem é essa praça?

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