terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Natal, natais.





NATAL, natais...




O Natal de criança lembra-me roupas novas que mamãe costurava pros sete filhos pequenos, sapatos novos, para irmos na missa do Galo, presépios, Jesus, festa fim de ano na fábrica onde meu pai trabalhava, com enormes filas para os presentes, tipo: boneca sem cabelo, carrinhos de plásticos, jogos dama, ludo etc., muitos cartões coloridos feito a mão.

 Os votos de  "boas festas e um feliz ano novo" que meus irmãos e os amiguinhos falavam aos transeuntes e lhes rendiam alguns trocados,o tio Cicero que colocava a gente pra dar um volta em seu "carrão" e dava um dinheirinho pra todos nós, enfim, coisas do tipo. Muito distante,  mas que preserva  leveza , pureza e muita alegria.

Diferentemente dos dias de hoje com tantos shoppings, tanta exploração, escravidão, em particular vendedores de lojas. Corre, corre, papais Noel estressados, filas imensas para ver a árvore de Natal do Ipirapuera, luzes, muitas luzes, nas casas, ruas, avenidas, Paulista.

Porém algumas pessoas não se contagiam e querem que essa data passe logo,  pois se angustiam, ficam tristes, saudosos , melancólicos, apagados. O sentido verdadeiro do Natal está sendo esquecido, assim como também muitos nem lembram do aniversariante, desta suposta data.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014





No começo do caminho,
caminhada.
Tinha um inseto,
nem cheguei perto.
Quis desistir.
Melhor persistir.
Se por medo ou nojo,
me inibi.
Num súbito, criei coragem.
Na segunda volta, nem olhei.
Na terceira, pensei...
Vou encarar.
Na quarta volta, mirei.
Não estava mais no mesmo lugar.
Ponderei... fugiu.
Na sétima e última volta,
no fim do caminho,
Caminhada.
Estava lá o inseto, de pernas pro alto.
Seco, carregado pelo vento.
Tive medo, receio, sei lá do que,
de algo que já nem existia mais.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Gira mundo




Gira mundo
Ir ao fundo, no mais profundo
do teu ser,
contemplar cada dia como único
 a um novo amanhecer


mesmo que o sol não brilhe
a claridade revela o dia
abra os olhos, descubra
o mistério que há na beleza das flores
mesmo sendo minusculas


Assim como Deus ,
o sol também é trindade
nada se oculta da sua luz
nada foge do seu calor, astro maior poderoso
brilha todo tempo para qq cidade



ilumina a lua , você lua,
na sua  gira no mundo da lua
em casa na  rua;
a lua gira , girassol, girassóis.





Prá minha menina grande!
Tati

Consciência em grupo










Consciência em grupo

Quinta-feira, 20 novembro, ponto facultativo em alguns estados, consciência negra. Eventos por toda parte, musica, teatro, documentários, manifestações etc. Preferimos nos aquietar e nos aconchegarmos no cantinho da Lili. Nada muito combinado, alguns e-mails, faces etc Por volta das 15h30 nos reencontramos.

Chegamos uma, um e uma e por fim mais um. Água, uma garrafa de café orgânico do sítio da Neusa, xícaras e porções de amendoim. Mesa posta  e as conversas as mais divergentes possíveis, só não falamos de políticas, religiões e nem da vida dos outros, muito pouco da nossa. Um encontro sem muito a ver e com tudo a ver, a rir a se divertir. Ipode, iped, smartphones, vídeos, blog e ...

Com certeza, ao sairmos por volta das 17h30, estávamos mais leves, mais sorridentes, mais esperançosos, mais contentes. Os problemas estavam nos mesmos lugares, só que pareciam menores, quase sem importância e a rotina mais leve e mais esperançosa. Alguém perguntou, vai dar crônica, não sei , deu nisso. 

DESABAFO








DESABAFO!

Hoje fiquei muito feliz, mas o hoje era o ontem. Porque apesar de ter me descabelado, furioso,  irado, respirei fundo, não briguei. Fomos ao mercado depois de estarmos com a drenalina a mil, eu por alguns motivos e ele por ter saído de um torneio de futebol e seu time ter sido vice. Fiquei  no carro observando-o enquanto vinha ao meu encontro com um mini refri e um pacote de salgadinho assado.

Disfarcei a ira enquanto dirigia em direção a um lugar de área verde onde pudéssemos fazer uma caminhada e aliviar as cargas. Ele com apenas 10 anos falava feito um jogador profissional que depois de uma derrota de 2X1, estava conformado, comparando a derrota de hoje com a de dois anos atrás 12X0. Que evolução! Apesar de achar que por mais uns dez minutos até alcançariam o empate, ou até virassem o jogo, mas o tempo foi encurtado e as regras não permitiram prorrogação.

Enfim, o sol estava se pondo, fomos embora, em casa certamente continuará a partida de futebol, com outros times, através do Playstation. Eu precisava desabafar, bendito celular, pra quem ligar... Do outro lado uma voz feliz responde , olá tudo bem... Respondi tudo ótimo! Não tive coragem atrapalhar aquele momento.

 Tentei outro... Percebi uma  voz como a minha, meio embargada, então ... preciso falar.
Mais de trinta minutos de conversa, depois da ira, do furor, chegamos a um consenso que nada disso é  legal, quem ganha são os “bancos” eles é que enriquecem com a nossa destemperança, os juros se transformam em culpas e pra que tanta culpa, é melhor nos desculparmos. Que alívio!