terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Natal, natais.





NATAL, natais...




O Natal de criança lembra-me roupas novas que mamãe costurava pros sete filhos pequenos, sapatos novos, para irmos na missa do Galo, presépios, Jesus, festa fim de ano na fábrica onde meu pai trabalhava, com enormes filas para os presentes, tipo: boneca sem cabelo, carrinhos de plásticos, jogos dama, ludo etc., muitos cartões coloridos feito a mão.

 Os votos de  "boas festas e um feliz ano novo" que meus irmãos e os amiguinhos falavam aos transeuntes e lhes rendiam alguns trocados,o tio Cicero que colocava a gente pra dar um volta em seu "carrão" e dava um dinheirinho pra todos nós, enfim, coisas do tipo. Muito distante,  mas que preserva  leveza , pureza e muita alegria.

Diferentemente dos dias de hoje com tantos shoppings, tanta exploração, escravidão, em particular vendedores de lojas. Corre, corre, papais Noel estressados, filas imensas para ver a árvore de Natal do Ipirapuera, luzes, muitas luzes, nas casas, ruas, avenidas, Paulista.

Porém algumas pessoas não se contagiam e querem que essa data passe logo,  pois se angustiam, ficam tristes, saudosos , melancólicos, apagados. O sentido verdadeiro do Natal está sendo esquecido, assim como também muitos nem lembram do aniversariante, desta suposta data.


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