JANEIRO
Janeiro, primeiro, atípico,
nem se fala. Ruas molhadas, desertas,
pistas secretas,
edifícios aparentemente abandonados,
suntuosos, não observados, observando.
Observando e absorbendo o silenciar
das buzinas, das multidões frenéticas,
do corre corre, dos fogos de artifícios.
Ali estáticos, refletidos, refletindo , edifícios.
Janeiro atípico, ao sétimo dia,
estendeu-se até o quinze, comemoração.
Às dezessete e trinta, no parque, lobos,
bike com chuviscos, céu cinzento, verão que se cala..
Meados de janeiro, cinquentenário,
mais comemoração,
Uniões que resistem ao tempo, aos janeiros,
às intempéries, baseados no amor verdadeiro
Janeiro de tantas diversidades.
Biodiversidades,
Mentiras, meias verdades, várias, todas
as estações em um só dia, tristezas, alegrias.
Manhãs chuvosas, acinzentadas, claras, ensolaradas.
Manhas silenciosas, musicais, clássicas,
Misteriosas, confusas, plenas, vazias,
duvidosas, solitárias, bem acompanhadas.
Janeiro insiste, resiste,
Janeiro assiste... persiste
sem show , sem , sem , sem.
nós no sesc, janeiro, primeiro.
Janeiro de aniversários, vários.
Todos importantes, porém o de Sampa o
mais comentado, divulgado, comemorado.
Janeiro de lua cheia, reflete, clareia.
Almas que insistem em não esmorecer
em não desistir, mesmo solitárias, solidarias.
Janeiro sereno, com muros, cercados e apesar de tudo
sem "impedimentos" e blá, blá, blá, chega ao fim.
janeiro que chega ao fim,