Quinta imprevisível
Quase sempre tenho um encontro marcado, mas as quintas-feiras sempre por volta das 15h encontramo-nos, eu a Lili e quem mais chegar. Num desses encontros surge repentinamente em pessoa, elegantemente, uma amigona que muito nos alegrou. Vupt, Vupt, fez-se redemoinho, movimentos, saudações, abraços e; de repente a queixa, que fome!
Pintou instinto materno. Vamos lá, em instantes sem rodeios e sem mais redemoinhos, já estávamos decididas ir para minha casa e saciar a fome com uma comidinha feita na hora, simples. Pedi desculpas por não parabenizá-la no dia do aniversário e ela contestou descontraidamente:- quem disse que precisa ser no dia, por ser hoje o dia.
Ao almoço.
Primeiro, salada, depois o prato quente que ela mesma preparou numa panela, nada de microondas e deu o nome de ... (expressão que a vó usava). Em meio a conversas e risadas naquela nosso encontro tão imprevisível, primeira vez que esteve em casa. A desordem da casa, a pia com louça por lavar me constrangeu um pouco, mas o valor daquele momento não deu vazão a esses detalhes e pra finalizar...
Café com sorvete. Pra ela algo inédito, claro, até o café (direto sítio Neusa, outra amiga) com essência e aroma agradável , acompanhou nosso reencontro, rápido , profundo, inesquecível e com sabor de lambidinha no prato da sobremesa , coisa de criança mal educada, mas pra nós , sabor de tempos do colégio, sabor de Arte Moderna, de ousadia de dias imprevisíveis.


