quinta-feira, 13 de março de 2014

Saudades

   Parece até maluquice, mais nada a ver com velhice. Prefiro contemplar a roupa no varal, sendo beijada suavemente, pelo sol meio tímido e sorridente que desponta nesta manhã. Como de rotina já li o salmo do dia, resolvi acrescentar um pouco de poesia. Hoje li o que ganhei ontem ," Minha vida sem Maria".
     Fala de uma saudade vibrante, uma saudade que alimenta , vivifica, embora sem graça, sem cor e sem sabor, parece contradição, mas tem sabor, tem brisa, vestígios de um  grande amor,um amor incomparável, infindável.
     Sempre tive o conceito de saudade como algo que lia ou ouvia em canções populares, "saudade mata a gente", 'saudade é o pior castigo"... , já não tenho mais isso comigo. Nesta manha cheia de brisa, véspera de feriadão e não é de finados, embora pareça, antes que me esqueça é feriado de carnaval. Não tenho mais fantasias , nem brinco como brincava, nunca perdi a alegria, mais passei a bola pra quem gosta de folia, quem sabe até minhas crias.
     Enfim , conclui que a saudade de Maria alimenta, vivifica é uma dádiva, um presente de Deus. Fiquei comovida, voltei a desfrutar da brisa, e nada mais nada menos a saudade que sentimos e a mesma que sente as Marias, Elisas.

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