Levantar cedo com friozinho e garoa, só mesmo necessitando. Pior é tirar as crianças da cama quentinha e levá-los pra escola a pé, é como se entrasse em seus sonhos e os transportassem a um pesadelo.
A realidade as vezes nos remete a isso, porém precisamos driblar e tocar em frente. São alguns quinze minutos de caminhada e no meio do percurso, com meu rádio ligado desacelero, porém o menino todo encapuzado acelerou os passos me deixou pra traz.
De longe o observei , na certeza de que antes de cruzar a avenida, antes que o farol fechasse, esperasse. Que nada, mais adiante, do outro lado da avenida lá estava ele, adentrando pelos portões e muros da escola. Nem hesitou em olhar pra traz e nem tampouco despediu-se.

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