quinta-feira, 7 de agosto de 2014





Naquela tarde de verão, domingo, 26 janeiro de 2014, caminhava "descompromissadamente" pelas mediações da avenida Pacaembu, tomando sorvete para refrescar um calor de mais de trinta graus. De súbito fui abordado por uns seis jovens desconhecidos e  agredido violentamente com pancadas de skates na cabeça, pelo corpo e... Pesadelo!

Sem muitos detalhes fiquei uns cinco dias quase sem memória, perambulando pelas ruas seminu, feito mendigo. De caviar , a cova, conheci o submundo dos esquecidos e marginais, que "enfeiam nossa cidade". Revirei os lixos feito cão em busca de restos de comida, água suja (dica: carregue sempre uma garrafinha de água ) é o melhor tesouro que se pode dar para alguém nessas condições.

Fui parar em  um hospital, agora não convém citar nome, tido como louco, drogado , lá também me bateram. Mesmo neste estado de  inércia, sempre pedia a Deus por socorro, clamei. Fui ouvido, chamado, encontrado, me achei. Desde então,  passei a beber água limpa, água pura, direto da fonte de um rio que flui dentro e através de mim.

Silenciosamente as marcas e cicatrizes gritam quando as vejo, ou são vistas, não dói mais,  apenas lembranças. Não pergunto o por quê?  Estou mais interessado na nova oportunidade de poder recomeçar e ver a vida, com outras perspectivas, valores, olhos. Talvez amar mais, perdoar mais, enfim ...

Depoimento Manu, 
profissional cabelos,
 foto Lili Mendes    

Um comentário: