sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sol de invernos matinais






Pela janela da sala, do último andar do prédio, entre prédios te vejo surgindo entre as nuvens cinzentas, neste amanhecer frio de agosto. Domingo, nada de pé de cachimbo é pé no chão mesmo.
Rompendo , rompendo, rompendo, essas nuvens cinzas, com tua força, tua luz. Além deste olhar, engradado, enredado, vitrificado, através da lente, da minha mente, pareces encarcerado, acuado, cativo.

Mas é o inverso, sou eu quem está do lado de dentro , você é livre , imensurável, penetra e aquece as regiões mais remotas e escuras. Nada foge do teu brilho, do teu calor. Preciso ir pra fora, sair da comodidade e deixar você brilhar em mim.

Quem dormiu demais perdeu esse presente dado aos que acordam cedo. Porque tão rápido como subir e descer alguns lances de escadas, foi tua aparição nesta manhã. Transformou um domingo minguado em um domingo cheio de esperanças,  iluminado, apesar de logo em seguida o céu voltar a  ficar  cinzento.

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